Obras na orla de Pontal do Paraná atingem 10% de execução

De acordo com a gestão estadual, o sistema foi desenhado para escoar a água da chuva em direção a áreas de restinga, sob supervisão ambiental

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Foto: Ari Dias/AEN

As obras de revitalização da orla de Pontal do Paraná atingiram 10% de execução, segundo o governo estadual. A primeira fase do projeto abrange 3,6 quilômetros entre os balneários de Canoas e Monções, na região de Praia de Leste. O projeto prevê intervenções de urbanização, mobilidade e um novo sistema de drenagem para as ruas perpendiculares à avenida Aníbal Khury. De acordo com a gestão estadual, o sistema foi desenhado para escoar a água da chuva em direção a áreas de restinga, sob supervisão ambiental.

O secretário de Estado das Cidades, Guto Silva, afirma que a intervenção integra um pacote de investimentos no Litoral paranaense que supera R$ 2 bilhões, incluindo a ponte de Guaratuba e a duplicação de rodovias. “Os licenciamentos são criteriosos e o trabalho foca na drenagem e preservação ambiental”, disse Silva.

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A obra é executada em parceria com a prefeitura de Pontal do Paraná e acompanhada pelo Instituto Água e Terra (IAT). Segundo o prefeito Rudão Gimenes, a proposta enfrentou desafios de licenciamento antes do início dos trabalhos.

Apesar da expectativa de valorização imobiliária e melhoria no turismo, o projeto de intervenção em áreas de orla no Paraná tem sido alvo de debates entre especialistas sobre o impacto ambiental em ecossistemas de restinga. Em Matinhos, cidade vizinha, obras semelhantes geraram questionamentos judiciais e técnicos no passado.

Para o aposentado Leônidas Radachinski, 75, que vive há 15 anos no município, a obra deve facilitar a circulação na região. “Era uma coisa que precisava ser feita, hoje é muito apertado”, diz.

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Entenda a Obra

O projeto de requalificação em Pontal do Paraná utiliza um sistema de drenagem desenhado para solucionar o acúmulo de água pluvial na avenida Aníbal Khury e ruas adjacentes.

  • Drenagem Urbana: Foram instaladas galerias subterrâneas que captam a água das chuvas. O objetivo é evitar que o fluxo corra sobre o asfalto, causando erosão ou alagamentos.
  • Dissipadores de Energia: Para evitar que a água chegue à praia com muita força e destrua a areia, são utilizadas estruturas que reduzem a velocidade do fluxo antes do descarte.
  • Interação com a Restinga: Diferente de modelos antigos que cimentavam toda a orla, o projeto prevê a manutenção de faixas de vegetação nativa (restinga), que atuam como um filtro natural e ajudam na fixação da areia contra o avanço do mar.
  • Pavimentação e Ciclovia: A estrutura inclui a substituição do pavimento atual e a criação de espaços segregados para pedestres e ciclistas, visando ordenar o fluxo turístico.

Com informações da AEN

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