No Brasil, o câncer do colo do útero segue entre os tumores mais incidentes na população feminina. De acordo com a publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer, são projetados cerca de 19.310 novos casos por ano no país nesse período, o que corresponde a uma taxa estimada de 17,59 casos a cada 100 mil mulheres, reforçando a relevância das estratégias de vacinação, rastreamento e diagnóstico precoce. “O câncer de colo do útero é um exemplo de doença evitável e de impacto direto de políticas públicas de saúde. Quando os exames estão em dia e a vacinação é realizada de forma adequada, aumentamos significativamente as chances de detecção precoce e de cura”, afirma o Dr. João Soares Nunes, oncologista clínico do IOP, Instituto de Oncologia do Paraná.
A infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV) é a principal causa desse tipo de câncer, presente em praticamente todos os casos. A transmissão acontece por contato sexual, e a maioria das infecções é transitória. No entanto, quando não há eliminação do vírus pelo sistema imunológico, alterações celulares podem evoluir ao longo de anos para lesões precursoras e, em seguida, para câncer invasivo.
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O principal método de rastreamento é o exame citopatológico, conhecido como Papanicolau, recomendado para pessoas com colo do útero entre 25 e 64 anos, com vida sexual ativa. O teste permite identificar alterações celulares antes do desenvolvimento do câncer, possibilitando intervenção precoce. Complementarmente, testes de detecção do DNA do HPV têm sido incorporados em protocolos organizados de vigilância para identificar indivíduos com maior risco, especialmente acima dos 30 anos.
Apesar de ser considerada uma neoplasia com potencial de redução por meio do rastreamento, o Brasil ainda enfrenta desafios. A cobertura de exames citopatológicos passou por variações nos últimos anos, com impacto na detecção de lesões precursoras. Incrementar o acesso e a regularidade desses exames é fundamental para consolidar ganhos em prevenção.
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No início da fase invasiva, o câncer do colo do útero pode ser assintomático, o que reforça a necessidade de exames periódicos independentemente de sintomas. Em estágios mais avançados, podem surgir sangramento vaginal fora do ciclo menstrual, sangramento após relações sexuais, dor pélvica e corrimento anormal persistente. Tais sinais exigem avaliação médica imediata.
O tratamento é definido conforme o estadiamento no momento do diagnóstico e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou associações dessas modalidades. Quando diagnosticado em fases iniciais, as chances de cura são significativamente maiores, e terapias menos agressivas podem ser adotadas, preservando melhor a qualidade de vida.
A vacinação contra o HPV é considerada uma das ferramentas mais eficazes na prevenção primária. No calendário do Sistema Único de Saúde, a imunização é ofertada gratuitamente para faixas etárias específicas, impactando diretamente a redução de infecções persistentes pelo vírus e, consequentemente, o risco de câncer no futuro.
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Segundo dados consolidados do Instituto Nacional de Câncer, o câncer do colo do útero ainda está entre as principais causas de morte por câncer na população feminina brasileira, com cerca de 6,5 mil óbitos registrados por ano no país. Apesar de ser uma doença amplamente prevenível, a mortalidade permanece elevada, especialmente em regiões com menor cobertura vacinal e menor acesso ao rastreamento organizado, o que evidencia desigualdades no cuidado em saúde.
Diante das estimativas mais recentes para o triênio 2026 a 2028, que apontam mais de 19 mil novos casos anuais, especialistas reforçam que ampliar a vacinação contra o HPV e garantir a regularidade do exame preventivo são medidas determinantes para reduzir a incidência e a mortalidade. “O alcance adequado das metas de cobertura vacinal e de rastreamento ainda representa um desafio no Brasil. No entanto, é justamente nessas lacunas que temos a maior oportunidade de mudar o cenário da doença. O câncer de colo do útero é evitável, e exames em dia salvam vidas”, conclui o Dr. João Soares Nunes.

Sobre o Grupo Med4U:
A Med4U é uma holding que engloba algumas das marcas mais reconhecidas no setor da saúde, oferecendo soluções integradas e inovadoras para pacientes e profissionais. Entre as empresas que fazem parte da Med4U estão o IOP (Instituto de Oncologia do Paraná), o IOP Educa, o IOP Pesquisa, o Valencis, a Spesia e o Oncoville. Também fazem parte a Santé Cancer Center, com unidades em Lages e Caçador, em Santa Catarina, e a Clínica Prognóstica Oncologia, sediada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Juntas, essas instituições formam um grupo dedicado à excelência no cuidado oncológico, educação e inovação em saúde.
O IOP, a marca mais antiga do grupo, que completou 30 anos de atuação em 2025, continua sendo uma referência no tratamento do câncer. Com quatro sedes em Curitiba (PR), o IOP se destaca por suas parcerias estratégicas, como a aliança com o Hospital São Marcelino Champagnat que oferece um tratamento integrado e a parceria com o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, sendo a primeira clínica no sul do Brasil a integrar a Rede Einstein de Oncologia e Hematologia. O IOP também se destaca por ter o mais alto nível de acreditação de qualidade no Paraná (ONA 3).
O IOP oferece tratamentos avançados e humanizados, utilizando tecnologia de ponta e uma abordagem multidisciplinar, que inclui Nutrição, Psicologia, Enfermagem, Farmácia e Educador Físico. Além disso, terapias complementares como cromoterapia, aromaterapia e musicoterapia ajudam a proporcionar um cuidado mais completo e humanizado.
Para mais informações ou para agendar sua consulta, acesse nosso site: https://iop.com.br
IOP: Há 30 anos cultivando histórias, cuidando de pessoas.
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Rua Mateus Leme, 2631 B
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