A CPI do Crime Organizado no Senado deve votar na quarta-feira (25) requerimentos de convocação de familiares do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e um convite ao ministro Alexandre de Moraes. A comissão investiga supostas conexões entre o Banco Master e o crime organizado.
Em relação a Toffoli, os senadores analisam a convocação de seus irmãos, José Eugênio e José Carlos, e de um primo, Mario Umberto Degani. Eles são sócios em uma empresa que vendeu a fundos ligados ao Master a participação em um resort no Paraná.
Até a última quinta-feira (12), o ministro era o relator no Supremo de um inquérito sobre fraudes financeiras na instituição. Ele deixou o caso, que passou para a relatoria do ministro André Mendonça.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) também apresentou pedido de convite para ouvir a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes. Segundo o parlamentar, ela manteve contrato de prestação de serviços com o banco.
A pauta da CPI inclui ainda convites ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, e ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega — este último atua no conselho consultivo do Master.
>> Siga o canal do Paraná Em Pauta no WhatsApp
PCC e Atlético-MG
Os senadores Eduardo Girão e Marcos do Val (Podemos-ES) articulam também a convocação de sócios e diretores do banco, entre eles o controlador da instituição, Daniel Vorcaro.
Os parlamentares citam a Operação Carbono Oculto, do Ministério Público de São Paulo, que apura se estruturas ligadas a Vorcaro foram usadas para lavagem de dinheiro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
No requerimento, Do Val menciona que Vorcaro detém 20,2% das ações da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Atlético-MG e que a origem dos investimentos é alvo de investigação.
Depoimento
Antes das deliberações, a CPI ouve o ex-deputado estadual fluminense Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias.
Preso em setembro de 2025, ele foi indiciado pela PF sob suspeita de intermediar a venda de armas para o Comando Vermelho e lavar dinheiro por meio do comércio de joias. O depoimento foi solicitado pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).











