A Justiça do Paraná determinou o bloqueio de R$ 400 mil e a indisponibilidade de bens de seis pessoas e uma empresa em uma ação de improbidade administrativa que apura fraudes no sistema de segurança de Matinhos, no litoral do estado. A prefeitura alega que, das 1.328 câmeras contratadas para monitorar a cidade, apenas 42 estavam em operação.
A decisão liminar, proferida pela juíza Danielle Guimarães da Costa, da Vara da Fazenda Pública de Matinhos, atinge os réus Aldemir Zwetsch Junior, ex-secretário de segurança da cidade e filho do ex-prefeito, Elenice Fatima Lorencena, Jose Carlos do Espírito Santo ex-prefeito de Matinhos, Ronald Felipe Wolochn e a empresa Ronald Felipe Wolochn Eireli.
A magistrada também acatou o pedido para incluir no processo a guarda municipal Karin Charlise Pacheco. Responsável pela fiscalização do contrato, ela é suspeita de dolo ao atestar a existência de câmeras que não haviam sido instaladas.
Segundo a acusação, o esquema gerou um prejuízo superior a R$ 1,7 milhão aos cofres públicos. O valor total da causa é estimado em R$ 4 milhões. Além do bloqueio financeiro via Sisbajud, a Justiça determinou restrições de transferência de veículos (Renajud) e averbações em registros de imóveis dos envolvidos.
A juíza também suspendeu uma ação de cobrança de R$ 544,9 mil movida pela empresa Iris BS System Ltda. contra o município. A firma pleiteava pagamentos relativos ao primeiro trimestre de 2025, mas, para a magistrada, os indícios de superfaturamento e desvio de finalidade justificam a suspensão dos repasses até o fim do processo.













