O professor Yan Gaudard, pré-candidato a deputado federal pelo recém-criado partido Missão, afirmou que pretende pautar sua atuação política na segurança pública e na redução de gastos do Estado. Em entrevista ao Paraná em Pauta, Gaudard defendeu a adoção de medidas de encarceramento em massa inspiradas na gestão de Nayib Bukele, presidente de El Salvador, para combater a criminalidade em Paranaguá
De acordo com dados do Atlas da Violência, o município portuário é o único do Sul do país a figurar entre as 30 cidades acima de 100 mil habitantes mais violentas do Brasil, ocupando a 26ª posição. Como solução, Gaudard propõe uma força-tarefa integrada entre a Guarda Municipal, as polícias Civil e Militar e o Exército.
“Temos que declarar guerra. Não dá mais para achar que da forma que estamos levando vai funcionar. Tem que haver uma ruptura total”, disse o pré-candidato, que também defendeu uma reforma total no Código Penal e na Constituição de 1988 para endurecer as penas no país.
Atuação local e contraponto político
Filiado ao Missão desde janeiro, Gaudard relatou que sua postulação à Câmara dos Deputados foi uma escolha da comissão partidária. No plano local, ele destacou como bandeiras de sua pré-campanha o questionamento ao número de cargos comissionados na Câmara Municipal e a mobilização contra o aumento da alíquota do ISS (Imposto sobre Serviços) para o transporte de cargas, que passou de 3% para 5% no fim de 2025, sendo posteriormente reduzida pelo Executivo municipal para 3,5% após pressão popular iniciada pelo pré-candidato.
Crítico das legendas tradicionais do chamado “centrão”, como o PSD, o Republicanos e o União Brasil, às quais se referiu como “cartórios fisionômicos”, o professor argumenta que sua legenda busca atrair o eleitorado jovem por meio de redes sociais e de um discurso focado no combate a privilégios. Atualmente, o Missão conta com o deputado federal Kim Kataguiri (SP) como seu único representante no Congresso Nacional.
Para o pleito federal, o partido deve enfrentar desvantagem financeira em relação às siglas tradicionais. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), partidos como o PT e o PL devem receber cifras superiores a R$ 800 milhões do fundo eleitoral, enquanto o Missão, por ser uma legenda nova, terá acesso a cerca de R$ 3 milhões.











